quarta-feira, 10 de junho de 2009

POSSEIDON - (NETUNO)






Na mitologia grega, Posseidon (ilustração), um dos principais deuses do Olimpo, era o senhor do mar, dos rios e das fontes. Filho de Cronos (Saturno) e Cibele (Rea), em seu nascimento a mãe o escondeu na Arcádia, e fez o pai acreditar que teria dado a luz a um potro, que foi prontamente devorado por ele. Como comandava o movimento das águas salgadas e doces, os terremotos e as tempestades, ele promovia a segurança dos marinheiros, ou a destruição dos navios que os transportavam, de acordo com a sua vontade. Irmão de Hera (Juno), Hades (Plutão), Zeus (ou Júpiter, para os romanos), deus supremo dos helenos, Posseidon morava em um palácio de ouro construído no fundo do mar, costumando percorrer os seus domínios em uma carruagem também de ouro, atrelada a cavalos que corriam velozmente pela superfície dos mares e oceanos, levando consigo o tridente - uma lança terminada em três pontas -, com a qual podia provocar terremotos na terra.

Violento e irascível, ele vivia em constante discussão com os demais deuses, e às vezes, ao irritar-se além do que lhe era normal, sacudia o mundo de forma tão violenta que Plutão, governador de Hades, o domínio da morte, chegava a abandonar seu trono receoso de que tudo caísse sobre ele. Segundo a tradição, Posseidon pretendia para si a cidade de Atenas, mas esse também era o desejo da deusa Atena (Minerva). Diante do impasse, os deuses decidiram que o lugar pertenceria a quem oferecesse aos mortais o presente de maior utilidade: Posseidon criou o cavalo, Atena, a oliveira, e com isso ela ganhou a posse da famosa cidade. Outras disputas suas foi com o Sol, por Corinto, com Juno, por Micenas, mas também perdendo as duas acabou sendo patrono de Tróia, cujos muros teria levantado.

Entre as suas aventuras amorosas incluem-se o relacionamento com Medusa, então uma bela donzela, mas que por causa desse romance fugaz foi transformada na horrível criatura morta por Perseu, e de cujo sangue surgiu Pégaso, o cavalo alado; e também a conquista da divindade Deméter (Ceres), que para escapar do conquistador transformou-se em égua. Mas este a descobriu, disfarçou-se em garanhão e fez com que a deusa gerasse Arion, o maravilhoso cavalo falante. Além dessas aventuras amorosas, nas quais geralmente se metamorfoseava em algo para alcançar seus objetivos, ele se transformou em rio, o Enipeu, para conquistar Ifiomédia, de quem teve Ifiaktes e Oto; em carneiro, para amar Bisaltis. Outros descendentes de Posseidon foram Tritão, o gigante Orion, Polifemo e Ciclope.

Sua esposa era a deusa do mar Anfitrite, filha de Nereu e de Doris, que tendo se recusado a desposá-lo foi convencida por um golfinho a concordar com o casamento. Ela não sofria passivamente com as infidelidades de seu marido, causando muitos dissabores às amantes que ele arranjava. Um exemplo foi Cila, filha de Fórcis, que pela simples adição de ervas em um banho foi por ela transformada num monstro horrível, com seis cabeças e doze patas. Mãe de Tritão e de inúmeras ninfas, ela normalmente é representada num carro em forma de concha, sobre as ondas, puxado por golfinhos, ou cavalos-marinhos.

Os romanos o identificavam como Netuno, e as Netunálias, festas celebradas em sua honra, estão registradas nos calendários mais antigos. A data escolhida para essas comemorações era o dia 23 de julho, no templo existente no Circo Flaminio, em Roma, onde o deus era representado como um velho forte e barbado, com o tridente na mão, e acompanhado também por golfinhos ou cavalos-marinhos.

Ele é representando geralmente nu, com uma longa barba e um tridente na mão, ora sentado, ora em pé sobre as ondas, muitas vezes em uma biga puxada por cavalos-marinhos, cuja parte inferior do corpo termina numa cauda de peixe.


FERNANDO KITZINGER DANNEMANN


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