sábado, 7 de novembro de 2009

Direitos da criança e do adolescente, também pode ser aplicado para crianças e adolescentes indígenas?

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Foto meramente ilustrativa



     Com a participação de colaboradores, a Funai elaborou a primeira versão do Estatuto da Criança e do Adolescente comentado à luz da legislação nacional e internacional e à luz da antropologia e dos direitos dos povos Indígenas. Na manhã desta quarta-feira (01), servidores do órgão indigenista discutiram pontos fundamentais, como o conceito de família, adoção, intervenção penal e da atuação dos Conselhos Tutelares, ressaltando sempre a importância de subsidiar o diálogo entre os Conselhos e as comunidades indígenas.
     
     Para democratizar o diálogo, foram convidados o Secretário Executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Benedito dos Santos, a Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal, Ella Wiecko Castilho, a antropóloga representante do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), Rita Laura Segato e a antropóloga representante da Comissão de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Elaine Moreira Lauriola.
     
     O Secretário Executivo do Conanda, ressaltou a importância de universalizar os direitos da criança e do adolescente e definir as especificidades da população em geral, trabalhando as demandas locais. Segundo ele, Dourados/MS, por exemplo, tem um dos maiores números de população indígena e não tem um Conselho Tutelar, sendo que hoje existem 5 mil Conselhos Tutelares no Brasil, com 72 mil pessoas trabalhando para os direitos da Criança e Adolescente. Santos acredita que é necessário criar uma política de inclusão para as crianças indígenas. “É preciso juntar lideranças indígenas e Conselho Tutelar, construir novos códigos, negociar com as soberanias e ter a esperança de constituir o debate de forma mais eficaz”, esclareceu. Para a Antropóloga Elaine Lauriola, antes de tirar uma criança de sua aldeia é preciso pensar como ajudá-la, como trabalhar essa questão do ponto de vista antropológico, e nesse sentido pensar qual o papel do Conselho enquanto interventor.
     
     Os participantes concluíram que, ainda há muitas reflexões sobre o que fazer já que trata-se de um tema complexo e delicado. O debate culminou com o agendamento de uma grande reunião envolvendo lideranças indígenas para um diálogo jurídico, em Dourados/MS, com o objetivo de fomentar o diálogo de saberes e o pluralismo jurídico. Além disso, foi sugerida uma próxima reunião de trabalho, nas instalações da UnB, com advogados indígenas para discussão do ECA comentado, que contará, também, com a participação de acadêmicos do curso de Direito.
     
     Campanha “Índio Cidadão Brasileiro”
     
     A funai em seu trabalho junto aos povos indígenas, tem se deparado cada vez mais com questões que afetam os direitos das crianças e dos adolescentes indígenas. O ECA embora tenha como princípio o respeito à diversidade cultural das crianças e adolescentes brasileiros, tem gerado conflitos e preconceitos na sua aplicação junto aos povos indígenas, ao invés de garantir a proteção, como se propõe. Nesse sentido, a Funai promove desde 2004 a campanha “Índio Cidadão Brasileiro” pelo respeito ao direito diferenciado dos jovens e crianças indígenas na aplicação do ECA, com a realização de diversas oficinas para debate do tema.

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Foto meramente ilustrativa

Quais são os equívocos mais comuns dos jornalistas a respeito de crianças e adolescentes indígenas?

Por causa da invisibilidade dos indígenas na sociedade brasileira, comumente, há um grande desconhecimento sobre a diversidade e particularidade destes povos. É comum os veículos de comunicação ignorarem esta diversidade e veicularem informações que não refletem a realidade destes povos. Os indígenas não devem ser tratados de forma homogênea, pois totalizam 240 povos, falantes de 180 línguas diferentes. Ao abordar o tema, os profissionais da comunicação devem evitar os estereótipos. É preciso evitar tanto a apresentação de uma visão romântica do “bom selvagem”, do índio ecólogo ou que está acima das mazelas humanas; quanto evitar mostrá-lo como um ser primitivo, atrasado, que está fora da contemporaneidade. Esses são pontos de vistas etnocêntricos, que perpetuam a difusão de informações que estigmatizam estes povos.
Redação 24HorasNews

Indios potiguaras da aldeia de Barra de Camaratuba (Baía da Traição-PB)

Indios_da_aldeia_cumaru_paraba
Índios potiguaras da aldeia Cumaru de Baía da Traição (PB)
Indios_potiguaras_camaratuba
Os potiguaras são um grupo indígena que habita o litoral norte da Paraíba, junto aos limites dos municípios de Rio Tinto, Baía da Traição e Marcação (na Terra Indígena Potiguara, Terra Indígena Jacaré de São Domingos e Terra Indígena Potiguara de Monte-Mor) e no Ceará, nos municípios de Crateús (na Terra Indígena Monte Nebo); Monsenhor Tabosa e Tamboril (Terra Indígena Mundo Novo / Viração ou Serra das Matas). Falam o potiguara, um idioma da família tupi-guarani.
A grande reserva paraibana dos índios potiguaras está no município de Baía da Traição. Conta com uma população de mais de dez mil índios, distribuídos em vinte e quatro aldeias, espalhadas em uma área de mais de trezentos km quadrados de reserva ecológica, dos quais quatorze são de praias virgens. A área da reserva, oferece um cenário belíssimo, onde a mata atlântica, rios, lagoas e estuários, misturam-se à cultura tradicional dos índios potiguaras, formando um contexto único, uma verdadeira relíquia antropológica, onde a natureza, a cultura indígena e seus conflitos com o colonizador, ainda estão fortemente vivas e preservadas.
Em tupi-guarani, potiguar equivale a “comedor de camarão”, por este motivo, vários descendentes da tribo dos potiguaras adotaram, ao serem submetidos ao batismo cristão, o sobrenome Camarão, sendo o mais famoso deles o combatente Felipe Camarão. 
Compilado e adaptado da Wikipedia

Trabalhe no paraíso por 100 mil reais


O proprietário de uma ilha em Paraty, no litoral sul do Rio, oferece 100 mil reais para quem quiser cuidar de sua ilha. Além de morar no paraíso, a pessoa terá alguns outros afazeres.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Índios e trabalhadores rurais ajudam na proteção ao meio ambiente no MS


Os indígenas e os agricultores recebem orientação do Ibama em aulas, que começaram em uma aldeia terena, no município de Aquidauana. O objetivo é que eles sejam conscientes no uso da terra.

Tribos de todo o país participam dos Jogos Indígenas


A edição deste ano do evento acontece em Paragominas, no nordeste do Pará. Os atletas participam de provas que fazem parte do cotidiano das aldeias e reafirmam o orgulho de serem indígenas.